AS PRELIMINARES – A perspectiva desse blog, em todo o tempo, é fazer reflexão a partir dos elementos teóricos da filosofia e da psicanálise. Nesse sentido explorar-se-á na 7ª arte presente nesse filme, os dados que devem nos fazer pensar sobre a vida da sexualidade em nosso tempo chamado hoje. Esse filme, em primeira mão, pode parece simultaneamente corretivo da onda reinante da autoajuda ou coisas de pornografia literária, em que se banaliza o sexo e o amor de modo injusto a que ele deveria ser louvado e enlevado com encômios não só dos poetas mais de todos. Iniciarei transcrevendo algumas sinopses existentes na internet sobre o filme, e em seguida será feita a partir desta uma hermenêutica latente,seu conteúdo que está em conformidade com a ''razão de ser' e horizonte desse blog.
Sinopse 01 - Uma comédia de erros de comunicação entre os lençois,“How to Make Love to a Woman” explora a viagem de um homem para salvar o seu relacionamento, tentando melhorar as suas habilidades sexuais em vez de comunicar o que realmente sente… e as respostas certas não são nada do que ele esperava!
Sinopse 02 - Quando Andy ouve sua namorada Lauren suspiro depois do sexo, ele entra em pânico. Mas mesmo com a ajuda de seus amigos, estrelas pornô e especialistas tântrico, ele continua a tropeçar no quarto, finalmente percebendo que para dar Lauren a palavra “O”, ele primeiro precisa dizer a palavra “L” de Love: Eu te amo.
PALAVRAS CHAVE – sexualidade, amor, relacionamentos, arte.
SINOPSE COMENTADA – O personagem do filme tem uma vida tranquila, como é a da maioria dos homens diante do relacionamento com as mulheres, onde a sensibilidade e a percepção que tem delas é ZERO na Escala Richter dos relacionamentos de nosso tempo. De repente, uma relação acomodada e tida como modelo, desaba e coloca em crise a falsa segurança que Andy tinha no amor de lauren ao descobrir em relação amorosa com sua namorada, transa, que ela não emite aquele som de satisfação prazerosa de quem está em 'estado de graça/transe' depois de uma relação sexual que era presumida satisfatória. Ele é do tipo ‘rapidinho’. A partir de então ele parte desesperado a procura de algo que o possa acalmar do risco de perder a amada. Ele percorre todos os possíveis canais de apoio e ajuda, a amigos e amigas, em casas noturnas de mulheres, com as lésbicas, e com os budistas que fazem meditação que na visão de ilustrados, corresponde ao sexo tântrico. O casal de namorados recorre aos amigos e amigas para encontra ajuda. O curioso é a diferença de orientações que os homens dão para seus parem em relação ao que as mulheres dispensam ás suas amigas de gênero.
DAS RELAÇÕES – O filme mostra um contexto de sugestões dados por homens e mulheres pra o problema comum nas relações de um casal hetero que é diverso e plural. Amigos do personagem do filme não acreditam no amor, considera o casamento um engodo. As duas famílias, tanto de um como do outro casal, Andy e Lauren transmitiram uma mendiga vida de afeto e de amor. Quando ambos, para entender o que lhes acorre na relação, descobrem outra realidade distinta da que eles viveram ou entenderam. Pode se perceber que essas famílias são avançadas e estão na ‘crista da onda’ do mundo das relações. Andy não conseguia dizer ‘eu te amo’, a Lauren não entende por que seu namorado não a cuida com a mesma proporção que ela dispensa a ele. Nas famílias se descobre uma visão positiva, isso pode ser atribuído à marca e assinatura do autor do filme.
PAIXÃO E SEXUALIDADE – Havia aquela paixão avassaladora na vida do casal. E de repente ela começou a desabar pela falta de cuidado, de sensibilidade e da atenção do homem para com a mulher. A paixão não é uma coisa ou um dado ou natural/inata. Ela é um sentimento humano, assim como o amor, inventado pelos humanos. A paixão é o alimento do amor. Amor é cuidado, zelo, atenção e conexão. Ela precisa ser alimentada e nutrida, o tempo todo, pois somos ‘seres sociais e sexuados’. Esse alimento e nutriente é que dá crescimento à sexualidade inerente a todo homem e a toda mulher. Por isso somos livres. Escolhemos o melhor modo de viver nossos desejos e instintos, pois esses habitam dentro de nossa razão e sexualidade. Sexo aqui não se confunde com sexualidade mais é uma das expressões dela. É necessário que se eduque o sentimento do amor e o conecte com a sensibilidade que faz parte do mundo da sexualidade. Não basta estar apaixonado pra se ser feliz. Como um sentimento e unguento do amor a paixão evolui e se desenvolve. Os sentimentos caducam-se quando deixam de ser ‘móveis e não se tornam fixos’.
HOMEM E MULHER - Todas as relações sociais sofrem impactos das ciências, invenções, novas relações de trabalho e tecnologias que conectam as pessoas no mundo todo. As Tecnologias podem abrir os olhos da sensibilidade ou embotá-los. A entrada e o acesso da mulher ao mercado de trabalho provocaram mudanças notáveis. Nesse sentido todo amor que se desvincula do cuidado com a vida e as relações de amizade, para com todos, na vida social perdem a ‘razão de ser’. Só o homem e a mulher são animais sexuados, diferentemente dos outros animais que são guiados pelos instintos.
SEXO - O filme coloca na ordem do dia que o sexo pode ser o termômetro e a bússola da relação do casal. Nele se pode visualizar a vida da relação. Sexo não é mera busca de prazer sexual mais ele é tradução do cuidado, da percepção e da atenção que se aprender na vida e pela vida da outra pessoa que está ao nosso lado. Ele, o sexo, é energia que conecta e dá ligadura na vida a dois.
INFERÊNCIAS SUGESTIVAS – É um filme indicado aos homens que perderam o bonde da história da humanização e da sensibilidade humana. Relacionar-se com uma mulher em um mundo sem fronteiras e de possibilidade ilimitadas coloca, a toda espécie de machismos e modelo patriarcal de relacionamento, na pré-história da sexualidade de do amor. Ele também deveria ser utilizado nos encontro para os cursos de noivos de algumas igrejas e ou religiões, que exercem controle, sobretudo à vida da mulher ao invés de falar de amor universal e de reconexões dos humanos. As mulheres foram as que mais cresceram na escala rischter e por isso se tornaram as depositárias da sensibilidade e do feminino, que são atributos que foram exiladas da cultura do masculino. Nesse sentido o modelo de ser e de cuidar de si, do mundo e do outro tem a mulher como referência primeira.
http://www.recantodasletras.com.br/cronicaseroticas/823129 - Como fazer amor com uma mulher.
http://www.megaupload.com/?d=FP5X6U77 - Do filme - Acesso em 04/07/2011
http://msn.bolsademulher.com/amor/eles-tem-medo-de-compromisso-106834.html Medo de compromisso
http://msn.bolsademulher.com/amor/eles-tem-medo-de-compromisso-106834.html Medo de compromisso